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Modelos de Negócios Sem Fins Lucrativos

A aplicação do Quadro não está, de modo algum, limitada a corporações que visam lucro. Você pode, facilmente, aplicar a técnica a organizações sem fins lucrativos, caridades, entidades do setor público e empreendimentos sociais beneficentes.


Cada organização possui um Modelo de Negócio, mesmo que essa organização não seja um negócio. Para sobreviver, toda organização que cria e entrega um valor deve gerar renda suficiente para cobrir seus custos. Assim sendo, é um Modelo de Negócio. A diferença é que meramente uma questão de foco: o objetivo do negócio que visa o lucro é maximizar ganhos, enquanto as organizações discutidas nas paginas seguintes têm missões não financeiras, focadas na ecologia, em causas sociais e concessionárias de serviço público. Consideramos útil a sugestão do empreendedor Tim Clark de que o termo “modelo de empreendimento” seja aplicado a tais organizações.


Nós distinguimos duas categorias de modelos voltados para além do lucro: modelos de empreendimento financiado por terceiros (ex.:filantropia, caridade, governo) e os chamados modelos Três Abordagens, com forte missão ecológica e/ou social (no original, “Tripple bottom line” se refere a prática de considerar custos ambientais e sociais bem como os financeiros). É principalmente fonte de receita que distingue os dois, mas como conseqüência direta, eles têm dois padrões e motivações bem diferentes. A maioria das organizações experimenta combinar os dois modelos para explorar o melhor de ambos.


Modelos Financiados por Terceiros:


Neste tipo de empreendimento, o usuário do produto ou serviço não é quem paga. Os produtos e serviços são pagos por terceiros, que podem ser doadores, ou o setor público. Os terceiros pagam à organização para executar uma missão, que pode ser um serviço de natureza social, ecológica ou pública. Por exemplo, o governo (e, indiretamente, os contribuintes) pagam escolas para fornecer serviços de educação. Do mesmo modo, doadores da Oxfam, uma grande organização sem fins lucrativos do Reino Unido, ajudam a financiar seus esforços para eliminar a pobreza e a injustiça social. Terceiros raramente esperam benefícios econômicos diretos,exceto anunciantes - que são personagens de modelos lucrativos, que também apresentam financiamento de terceiros.


Um risco do modelo de empreendimento de terceiros é que os incentivos para criação de valor podem se desalinhar. O terceiro financiador se torna o “cliente” principal, por assim dizer, enquanto o usuário se torna um mero “recebedor” dos produtos ou serviços. Já que a própria existência do empreendimento depende dos contribuintes, o incentivo para dar valor aos doadores pode se tornar mais forte que o incentivo para criar valor para os usuários.


Tudo isto não é para dizer que modelos de empresas financiadas por terceiros sejam ruins e que modelos de negócios financiados pelo usuário sejam sempre bons. O negócio convencional de venda de produtos e serviços nem sempre funciona: educação, saúde, e serviços utilitários são exemplos claros. Não há respostas simples às questões levantadas pelos modelos de empreendimento financiados por terceiros e o risco resultante cd incentivos desalinhados. Devemos explorar quais modelos fazem sentido, e então projetar as soluções ideais.

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